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Relatório de Actividades

Plano de Actividades para o ano 2010


Com o apoio de todos. Pais. Sócios e Amigos dos Francisquinhos propomos para 2010, o seguinte plano de actividades:



Relatório de Actividades 2009

A Direcção desta Associação vem submeter aos Associados o Relatório de Actividades e Contas do exercício de 2009.



Relatório de 2008

A Direcção desta Associação vem submeter aos Associados o Relatório de Actividades e Contas do exercício de 2008. 


Plano de Actividades para 2009

Com o apoio de todos, Pais, Sócios e Amigos dos Francisquinhos propomos para 2009 as seguintes Actividades:

  1. Manter o apoio às crianças de risco perinatal elevado, que estiveram internadas na Unidade de Neonatalogia do Hospital de S. Francisco Xavier e às suas famílias, através do “SOS Bebé” – Programa de Intervenção Precoce. Com este Programa iniciámos a nossa actividade na Associação mantendo-se subsidiado pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social, o que demonstra a vantagem da sua existência através dos resultados até agora obtidos;
  2. Manter as Acções de Formação / Divulgação em diversas áreas, nomeadamente Curso de Preparação para a Maternidade e Paternidade (Preparação para o Parto e Recuperação Física da Grávida), Massagem do Bebé, e Outros, promovidos pela nossa Associação;
  3. Desenvolver actividades lúdicas / pedagógicas para diferentes grupos etários na sala multiusos;
  4. Apresentar Candidaturas a Projectos / Programas Comunitários, desde que estejam disponíveis e se considere pertinente aos nossos objectivos;
  5. Continuar o Projecto para o desenvolvimento do nosso espaço exterior, incluindo a limpeza, manutenção e ajardinamento do mesmo, tendo o apoio de várias Entidades Públicas e Privadas;
  6. Continuar a desenvolver actividades planeadas e coordenadas para a angariação de fundos necessários à manutenção e desenvolvimento das actividades da Associação;
  7. Continuar a estabelecer Parcerias com Instituições Públicas ou Privadas com interesses comuns.

Relatório da Equipa do SOS Bebé -
Programa de Intervenção Precoce - 2008


Os resultados obtidos ao longo deste ano, levam-nos mais uma vez a pensar que o nosso modelo de intervenção domiciliário continua a adaptar-se às diferentes situações que nos vão surgindo. Este tipo de intervenção directa com a família, permite que os técnicos tenham um conhecimento profundo das várias dinâmicas familiares, facilitando uma maior compreensão de cada família e do seu meio envolvente, e conduz a laços de confiança com os vários técnicos da associação, o que por sua vez lhes permite ter uma acção mais efectiva no seio de cada família. No seguimento do trabalho com cada caso, sempre que indicado, continuamos a estabelecer contactos formais e informais, com organismos e instituições de apoio à comunidade, para em conjunto rentabilizarmos os nossos meios de apoio às famílias.

A população alvo continua a ser os recém-nascidos de muito baixo peso (RNMBP), com peso à nascença inferior a 1500g. Tem ainda, continuado a surgir um aumento de casos de bebés filhos de Pais de origem não portuguesa, o que nos leva a trabalhar em parceria com a Segurança Social e com várias instituições que apoiam esta população. De referir, no entanto, que são crianças filhas de pais com inúmeros problemas relativos à sua nacionalidade o que os leva, por vezes, a não ter disponibilidade para aderir ao que lhes é proposto pelos nossos técnicos. As vivências e valores destas familias são tão diversas, que é necessário um trabalho intenso e coordenado, entre os vários técnicos e comunidade, para se conseguir uma intervenção efectiva e atempada com cada uma destas família.

O apoio prestado às nossas crianças e suas famílias continua a ser gratuito; no entanto, algumas das familias mais favorecidas económicamente contribuem pontualmente com donativos em fraldas, roupas e bem alimentares, mas sem qualquer obrigatoriedade.

Os dados recolhidos pelos nossos técnicos, ao longo deste ano e informatizados em programa próprio indicam:
- Uma incidência de prematuridade estável;
- Uma incidência significativa na percentagem de asfixias graves e malformações;
- Um crescimento constante da população de origem não portuguesa, com graves problemas sociais, acentuados pelo facto de não denominarem a nossa língua;
- Um aumento de recém-nascidos de famílias disfuncionais;
- Maior dificuldade das familías em encontrarem creches e/ou Jardins de Infância subsidiadas, para assim poderem ter a sua vida profissional.

As crianças nascidas em situação de prematuridade, asfixia, malformações e filhos de mães toxicodependentes e/ou adolescêntes com predictabilidade de vir a desenvolver sequelas têm sido, sempre que apropriado, orientadas para o Programa de Intervenção Precoce SOS Bebé, da Associação, ainda durante o internamento, o que permite conhecer os Pais e suas necessidades, e combinar a primeira visita domiciliária. No entanto, surgem cada vez mais, situações em que nos são referenciadas crianças já com vários meses e até com mais de 1 ano de idade.
Da nossa observação e análise, podemos concluir que estas são crianças que não aparentavam estar em risco, inicialmente, mas que depois, como os Pais tiveram que recomeçar a trabalhar, elas foram deixadas ao cuidado de adultos sem preparação nem condições adequadas para cuidarem de bebés. Esses adultos, que são amas ou familiares idosos, cuidam do bem estar fisíco do bebé (alimentação, higiene e sono) descurando o Desenvolvimento Infantil, por falta de conhecimentos.
Estas situações surgem, porque cada vez mais, os Pais dificilmente conseguem encontrar creches, subsidiadas,e/ou com vagas disponiveis, em tempo útil.
No entanto, temos notado, que já existe uma vasta rede instituições com valências de creche e jardim de infância, que têm vindo a acolher as nossas crianças, ao longo dos ultimos anos. Este facto tem tornado, assim, cada vez mais facil, a inserção de novas crianças nessas instituições onde já criámos laços de trabalho.

As acções técnicas a desenvolver junto da Criança e Família são planeadas pela equipa transdisciplinar da Associação, com a orientação da Pediatra que assiste a criança, nomeadamente na Unidade de Neonatologia, no Serviço de Pediatria e/ou na Consulta de Desenvolvimento do Hospital S. Francisco Xavier. Com cada família é realizado um PIAF - Plano Individualizado Apoio à Família, atendendo às características e necessidades da criança e sua família.

Este tipo de Intervenção leva-nos a prestar apoio não só a nível das necessidades especificas da criança, como também ao nível das carências sentidas pela família, sejam de informação, atitudes parentais adequadas ou mesmo relativamente à aquisição de bens materiais, tais como mobiliário ou a manutenção das suas habitações, permitindo e promovendo uma cada vez melhor integração social.